Fashiitas – Edição II

Rebelde da Cupecê

Rebelde da Cupecê – clicado no Jardim Miriam-SP

O guerrilheiro veste camisa listrada e agasalho de náilon, conferindo um look esportista/clássico. Suas calças são de sarja, especialmente confeccionadas sob-medida por um alfaiate maneta do Brás. Traz em cada uma de suas mãos uma rocha de médio porte, próprias para a derrubada de policiais e congêneres. E, por último, enrolada na cabeça, uma toalha de mesa roubada do restaurante por quilo da Dona Filomena. Combina com o futuro pijama de madeira que usará e é perfeita para qualquer revolução. Iá-iá, sem tirar nem por.

Pregador do Campo de Marte – clicado na Braz Leme-SP

Pregador do Campo de Marte

O maldito pastor que me acordou com megafone logo cedo agitador das massas escolheu alvas vestes para conquistar seu rebanho, denotando limpeza, fé e, acima de tudo, mau gosto. Apesar de muito eficiente para esconder os nefastos efeitos de desodorantes vagabundos que mancham a região das axilas, trata-se de um terno pesado que não combina com a boa empunhadura de um microfone em riste, tal qual um gladiador dos versículos. Como ninguém entende mais do que eu de conquistar multidões com um microfone, vai ganhar meu iô-iô à capela.

Chips da Baixada

 Chips da Baixada – clicado no Boqueirão-Santos

O homem da lei veste uma camisa social cáqui, combinando com calças da mesma cor, realçando suas palavras de ordem. Traz uma estrela dourada aplicada ao peito, homenageando seus antepassados dos filmes de bangue-bangue. Na mão, uma espingarda delgada, cuja empunhadura facilita a matança de vagabundos de José Menino. Destaque para o prático porta-chaves em seu cinto de utilidades. Iá-iá, com certeza!

 

Peladão da Renascença – clicado em Florença-Itália

Peladão da Renascença

O despudorado não veste nada, apenas carrega consigo um elemento mirradinho no meio das pernas. Há quem goste, mas falta estilo. Um kilt talvez lhe caísse bem, formando um belo conjunto com uma camisa surrada de polo e um chapéu coco. Iô-iô sem dó nem piedade numa manhã de sol, para a tristeza do artista. No caso, eu.

Perdeu a primeira edição de Fashiitas? Chora não, neném, ela tá aqui ó.

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